O que é a Dislexia?

A dislexia é uma disfunção neurológica, que se manifesta ao nível da dificuldade de aprendizagem da leitura, em pessoas com inteligência normal ou acima da média.

Esta dificuldade crónica não está relacionada com a qualidade do ensino, o nível intelectual, as oportunidades socioculturais, ou as alterações sensoriais. Tem uma base neurobiológica, com alterações na estrutura e funcionamento neurológico, e pode apresentar uma influência genética.

Quem sofre de dislexia apresenta um esforço acrescido para distinguir letras, formar palavras e compreender o seu significado. Os alunos que têm estas dificuldades não são preguiçosos, pouco inteligentes imaturos, nem têm necessariamente problemas visuais ou de postura. Requerem um tratamento terapêutico intensivo e apoio no processo de ensino-aprendizagem, para que consigam ter sucesso.

Ainda que esteja relacionada com a aprendizagem da leitura, a dislexia pode ter consequências noutras áreas académicas e a nível emocional e comportamental. É frequente a comorbidade com outras perturbações: perturbação específica da linguagem, discalculia, disortografia, descoordenação motora, défice de atenção com ou sem hiperatividade, alterações do comportamento, perturbação do humor, perturbação de oposição e desvalorização da autoestima. 

Definição

Etimologicamente, a palavra “Dislexia” é composta pelos radicais “dis”, que se refere a uma ideia de difícil e “lexia”, que significa palavra. No seu sentido literal, o termo refere-se, portanto, a dificuldades na aprendizagem da palavra (Montenegro, 1974). Nos últimos anos, o conceito tornou-se mais específico, designando uma síndrome determinada, que se manifesta em dificuldades de distinção ou memorização de letras ou grupos de letras e problemas de ordenação, de ritmo e de estruturação das frases (Torres e Fernandéz, 2001).

Nos anos 70, a Dislexia era considerada uma doença social grave, que afetava um elevado número de alunos, considerados “pacientes”, como podemos constatar através das palavras de Montenegro (1974). “As percentagens de escolares afetados pela Dislexia e pela disortografia são verdadeiramente notórias para que o fenómeno deixe de constituir um grave problema para os próprios pacientes, os pais, os mestres, os especialistas” (pág. 6).

Nos dias de hoje

De acordo com a Associação Internacional de Dislexia, a Dislexia é uma dificuldade específica da aprendizagem, com origem neurológica, caracterizada por dificuldades no reconhecimento adequado das palavras, por um discurso pobre e dificuldades de descodificação, resultantes de um défice na componente fonológica da linguagem, muitas vezes surpreendente, quando comparado com as capacidades cognitivas e com as aprendizagens em outras áreas.

Nos dias de hoje, as dificuldades de leitura e escrita continuam a constituir um dos principais obstáculos que surgem ao longo da escolarização, na medida em que, além da dificuldade na aquisição da leitura ou escrita em si, causam dificuldades em outras áreas de aprendizagem, condicionando todo o percurso escolar do aluno. As dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita podem ser consideradas como dificuldades que se manifestam na aquisição de competências básicas, sobretudo na fase de descodificação, as quais se mantêm posteriormente na fase de compreensão e interpretação de textos (Rebelo, 1993).

Rebelo (1993) divide os problemas na aprendizagem da leitura e escrita em dois tipos: gerais e específicos. Os primeiros resultam de fatores exteriores ao indivíduo ou a ele inerentes, no caso de se tratar de uma deficiência. Os fatores extrínsecos podem envolver situações adversas à aprendizagem normal, como o edifício escolar, organização, pedagogia e didática deficientes, abandono escolar, relações familiares e sociais perturbadas ou meio socioeconómico e cultural desfavorecido. Os fatores inerentes ao indivíduo referem-se à presença de uma ou mais deficiências declaradas. Tendo em conta a referência a aspetos como a presença de uma deficiência ou o meio social e cultural desfavorecido, este tipo de problemas não poderia ser incluído na categoria das Dificuldades de Aprendizagem, na medida em que estas excluem, por definição, estes fatores causais.

Os problemas específicos de aprendizagem da leitura e escrita situam-se, segundo o autor, ao nível cognitivo e neurológico não existindo para os mesmos, explicação evidente. Este défice era associado, inicialmente, a uma perturbação neurológica provocada por um traumatismo adquirido, com afetação do cérebro. À medida que a investigação na área se desenvolveu, a etiologia da Dislexia tornou-se mais esclarecedora, nomeadamente no sentido em que se constatou que esta surgia também em indivíduos com uma inteligência normal, sem problemas neurológicos ou físicos evidentes. Além disso, não apresentavam problemas emocionais ou sociais e não provinham de meios socioeconómicos e culturais desfavorecidos (Torres e Fernandéz, 2001). Assim, quando o indivíduo, apesar de reunir condições favoráveis para a aprendizagem da leitura, manifesta inesperadas dificuldades, então apresenta dificuldades específicas de leitura (Citoler, 1996 cit. in Cruz, 1999).

Existem várias expressões semelhantes para definir as dificuldades específicas de leitura, mas o termo tradicionalmente mais utilizado é o de Dislexia (Rebelo, 1993). A Federação Mundial de Neurologia define-a como “a dificuldade na aprendizagem da leitura, independentemente da instrução convencional, adequada inteligência e oportunidade sociocultural. Depende, portanto, fundamentalmente, de dificuldades cognitivas, que são frequentemente de origem constitucional” (1968, cit. in Fonseca, 1999, pág. 290).

Nesta perspetiva, a Dislexia é considerada uma perturbação da linguagem que se manifesta na dificuldade de aprendizagem da leitura e da escrita, em consequência de atrasos de maturação que afetam o estabelecimento das relações espácio-temporais, a área motora, a capacidade de discriminação preceptivo-visual, os processos simbólicos, a atenção e a capacidade numérica e/ou a competência social e pessoal, em sujeitos que apresentam um desenvolvimento adequado para a idade e aptidões intelectuais normais (Torres e Fernandéz, 2001).

Segundo as mesmas autoras, esta conceção de Dislexia como um atraso específico de maturação, permite que a mesma seja entendida como uma perturbação evolutiva e não patológica, o que apresenta consideráveis vantagens no domínio da avaliação e da intervenção, nomeadamente permitindo a identificação de diferentes tipos de Dislexia.

Características

A partir dos inúmeros estudos realizados ao longo do tempo, é possível identificar um conjunto de características atribuídas às crianças e jovens com Dislexia, as quais consideramos importante referir, na medida em que pode constituir informação útil na sua deteção precoce.

Segundo Torres e Fernandéz (2001) as características da Dislexia podem agrupar-se em dois grandes blocos: comportamentais e escolares. Na primeira categoria as autoras incluem a ansiedade, a insegurança, a atenção instável ou o desinteresse pelo estudo. Relativamente às características escolares, as autoras referem um ritmo de leitura lento, com leitura parcial de palavras, perda da linha que está a ser lida, confusões na ordem das letras (ex.: sacra em vez de sacar), inversões de letras ou palavras (ex: pro em vez de por) e mescla de sons ou incapacidade para ler fonologicamente.

Fonseca (1999) aponta outro tipo de características globais de comportamento, mais relacionadas com aspetos de maturação e de desenvolvimento global.

O autor indica problemas nas seguintes áreas:

  • Lateralização e orientação direita – esquerdaLateralização e orientação direita – esquerda
  • Noção do corpoNoção do corpo
  • Orientação no espaço e no tempoOrientação no espaço e no tempo
  • Representação espacialRepresentação espacial
  • Coordenação de movimentosCoordenação de movimentos
  • MemóriaMemória
  • Grafismo e expressão oralGrafismo e expressão oral

De um modo mais específico, o autor indica também dificuldades no plano auditivo e no plano visual. Estas características estão relacionadas, respetivamente, com a Dislexia Auditiva e com a Dislexia Visual, dois dos tipos mais mencionados de Dislexia (Myklebust e Johnson, 1962 cit. in Valeti, 1990; Myklebust e Johnson, 1991 cit. in Cruz, 1999; Fonseca, 1999).

As principais características da Dislexia Auditiva

 

As principais características da Dislexia Visual

  • Problemas na captação e integração de sons
  • Não-associação de símbolos gráficos com as suas componentes auditivas
  • Não-relacionação dos fonemas com os monemas (partes e todo da palavra)
  • Confusão de sílabas iniciais, intermédias e finais
  • Problemas de percepção e imitação auditiva
  • Problemas de articulação
  • Dificuldades em seguir orientações e instruções
  • Dificuldades de memorização auditiva
  • Problemas de atenção
  • Dificuldades de comunicação verbal
  • Dificuldades na interpretação e diferenciação de palavras
  • Dificuldades na memorização de palavras
  • Confusão na configuração de palavras
  • Frequentes inversões, omissões e substituições
  • Problemas de comunicação não verbal
  • Problemas na grafomotricidade e na visuomotricidade
  • Dificuldades da percepção social
  • Dificuldades em relacionar a linguagem falada com a linguagem escrita

Sinais e Sintomas

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  • Dificuldades na aquisição e desenvolvimento do automatismo na leitura.
  • Leitura silabada, hesitante e com muitas incorreções.
  • Precisão e velocidade da leitura inferiores ao esperado para a idade e nível escolar.
  • Dificuldade na leitura de palavras irregulares e pouco frequentes.
  • Dificuldades na compreensão de textos e enunciados lidos.
  • Dificuldades no processamento fonológico: consciência fonológica, codificação fonológica e recuperação dos códigos fonológicos.
  • Dificuldade na descodificação de letras ou sílabas com trocas fonológicas e lexicais: o-u; p-t; b-v; s-ss-ç; s-z; f-t; m-n; f-v; g-j; ch-x; x/ch-j; z-j; nh-lh-ch; ão-am; ão-ou; ou-on; au-ao; ai-ia; per-pre;
  • Substituição de palavras por outras de estrutura similar, com significado diferente (saltou-salvou) e/ou substituição de palavras inteiras por outras semanticamente próximas (cão-gato; bonito-lindo; carro-automóvel).
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  • Dificuldades na escrita, na fase de iniciação e ou de desenvolvimento;
  • Dificuldade na associação do som ao desenho da letra;
  • Dificuldade na rechamada de palavras;
  • Utilização de vocabulário restrito;
  • Presença de muitos erros ortográficos e sintáticos;
  • Frases com palavras unidas ou separadas;
  • Palavras com letras ou sílabas repetidas, ou colocadas antes ou depois do lugar correto;
  • Omissão ou adição de letras e sílabas (ex: livro-livo; batata-bata; flor-felore;);
  • Ligação ou separação de palavras ou sílabas (às vezes-àsvezes; agora-a gora);
  • Confusão de letras com sons próximos ou com desenho equivalente;
  • Presença de erros de concordância em género e número ou tempo verbal;
  • Não domina o uso de regras de pontuação;
  • Desrespeita regras gráficas (uso da cedilha, do hífen, traços, letra maiúscula) ou de translineação;
  • Dificuldade em exprimir as suas ideias, em iniciar e desenvolver uma composição;
  • Dificuldade na organização das ideias no texto;
  • Má qualidade da caligrafia, letra rasurada, e irregular;
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  • Demora muito tempo a realizar os trabalhos de casa.
  • Recorre a estratégias para não ler.
  • Não revela prazer pela leitura.
  • Distrai-se com facilidade perante qualquer estímulo exterior.
  • Apresenta curtos períodos de atenção.
  • Os resultados escolares são inferiores à sua capacidade intelectual.
  • Tem melhores resultados nas avaliações orais do que nas escritas.
  • Dificuldade na aprendizagem de idiomas estrangeiros.
  • Não gosta das tarefas da escola que impliquem ler ou escrever.
  • Comportamentos de oposição e de desobediência para com a figura de autoridade (pais, professores).
  • Comportamentos de isolamento ou anulação na escola e em sala de aula.
  • Comportamentos de inibição ou bloqueio, sempre que tenha de se expor.
  • Os resultados escolares não refletem a sua aplicação e enorme esforço.
  • Revela criatividade em algum domínio.
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  • Ansiedade nos momentos de avaliação ou atividades que impliquem ler e escrever.
  • Sentimento de tristeza e de frustração quando não consegue concretizar uma tarefa.
  • Baixa autoestima e sentimento de inferioridade.
  • Vergonha perante os insucessos escolares.
  • Enurese noturna
  • Perturbações do sono

Diagnóstico e Tratamento

Os professores e educadores costumam ser os primeiros a suspeitar que a criança tem uma dificuldade específica de aprendizagem, através da comparação do seu desempenho com o dos restantes colegas.

O aluno disléxico é normalmente triste e deprimido, pelo facto de não conseguir superar as dificuldades de aprendizagem, apesar dos esforços, ao longo dos anos. Esta frustração pode dar origem a sentimentos de inferioridade.

O quadro de dislexia é semelhante na maioria das pessoas e inclui os seguintes aspetos: fraca motivação para realizar tarefas que envolvam competências de leitura e escrita; evitar atividades que exijam ler em voz alta, pelo medo de exposição; ansiedade em momentos de avaliação; sentimento de insegurança e vergonha como resultado dos fracassos sucessivos.

A partir do momento em que são observadas estas dificuldades numa criança, a mesma deverá ser encaminhada para uma consulta de psicologia e/ou educação especial, onde será realizada uma avaliação psicopedagógica, para despistar a dislexia.

Essa avaliação inclui a história clínica do aluno, a análise cognitiva e comportamental, e a avaliação da leitura (descodificação e compreensão), da linguagem oral e escrita, em alguns casos também da linguagem quantitativa, para identificar o tipo de erros, a sua intensidade e duração.

Os resultados da avaliação vão servir de base para a construção de um plano de intervenção com metodologias adequadas a cada aluno, que deve ser partilhado entre profissionais de saúde, família e professores, para garantir um trabalho de equipa.

Com uma intervenção precoce conseguem ultrapassar-se cerca de 90% das dificuldades. Idealmente, o apoio deverá ter início antes da entrada no primeiro ciclo, para que a criança possa ter os pré-requisitos da aprendizagem da leitura.

Os alunos disléxicos têm direito a adequações na sala de aula e nos processos de avaliação, para que possam ter as mesmas oportunidades de sucesso.

Avaliação Diagnóstica

A corretã identificação da Dislexia e dos fatores que estão na sua origem passa por uma avaliação estruturada que, segundo Torres e Fernandéz (2001), deve envolver as áreas neuropsicológica e linguística, já que a sua utilização conjunta permite avaliar tanto o comportamento (os défices na leitura) como os problemas associados a este.

A avaliação neuropsicológica permite conhecer a natureza do fracasso na leitura, recolhendo informação acerca das capacidades da criança que permita despistar uma possível origem comportamental ou disfunção neurológica. As principais áreas de exploração desta avaliação, segundo as autoras, são a perceção, a motricidade, o funcionamento cognitivo, a psicomotricidade, o funcionamento psicolinguístico, a linguagem e o desenvolvimento emocional.

A avaliação psicolinguística incide sobre os processos implicados na leitura, avaliando tarefas de vocalização, tarefas de decisão lexical, tarefas de decisão semântica e tarefas de processamento visual.

Além desta avaliação, a recolha prévia de informação de carácter desenvolvimental, educativo, médico e social permite um melhor enquadramento da situação de cada criança.

No quadro que se segue, fazemos um resumo das áreas de avaliação defendida pelas autoras, bem como do contributo de cada uma na identificação da Dislexia.

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  • A Percepção Visual e Auditiva;
  • A Motricidade;
  • O Funcionamento cognitivo;
  • A Psicomotricidade;
  • O Funcionamento psicolinguístico;
  • A Linguagem;
  • O Desenvolvimento emocional;
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  • Tarefas de vocalização;
  • Tarefas de decisão lexical;
  • Tarefas de decisão semântica;
  • Tarefas de processamento visual;

É pertinente uma análise mais pormenorizada a duas das componentes da avaliação neuropsicológica: a Motricidade e a Psicomotricidade.

A avaliação da Motricidade incide sobre aspetos de desenvolvimento motor e justifica-se, segundo as autoras, quando a criança manifesta dificuldade em copiar certas formas, apesar de não apresentar problemas de carácter percetivo. Nesta avaliação inclui-se o funcionamento cerebral e a dominância lateral.

Relativamente ao funcionamento cerebral, procuram-se, entre outros, indícios de disfunção neurológica através da observação de aspetos como:

  • Dificuldade em apoiar-se num só pé;
  • Problemas de equilíbrio ao caminhar;
  • Desarmonia e descoordenação nos movimentos voluntários de grande amplitude;
  • Movimento passivo nos braços e nas pernas;
  • Debilidade muscular ou hipotonia.
  • O segundo aspeto da avaliação da Motricidade, diz respeito à dominância lateral, a qual permite determinar preferências mistas ou mal definidas em tarefas de lateralidade. Este tipo de dificuldades aparece, segundo as autoras, com alguma probabilidade em crianças com dificuldades de leitura e de escrita, apesar de não se correlacionar com o rendimento noutras áreas escolares nem com o desenvolvimento intelectual.

A avaliação da Psicomotricidade reveste-se de grande importância, na medida em que os problemas ou défices na eficácia psicomotora dificultam a aprendizagem escolar. Neste domínio, as autoras consideram especialmente importante a informação respeitante ao esquema corporal e à orientação espácio-temporal, na medida em que a aprendizagem da leitura e da escrita assentam sobre uma adequada estruturação do primeiro, o qual, por sua vez, se relaciona com estreitamente com a segunda (ainda que nem todas as crianças disléxicas apresentam dificuldades motoras).

Para a compreensão destes possíveis défices é necessário saber se o sujeito manifesta dificuldades espácio-temporais e de orientação na sua análise do mundo exterior, em atividades como por exemplo, um jogo.

O ensino pré-escolar é, sem qualquer dúvida, crucial na prevenção do surgimento deste tipo de problemas, pois como referimos anteriormente, muitos dos sinais indicadores do desenvolvimento de uma Dislexia, ou do estado de prontidão para a leitura, surgem durante o período das aquisições pré-escolares. Muitos desses indicadores podem ser trabalhados, nomeadamente os aspetos psicomotores que estão nesta fase, em período ótimo do seu desenvolvimento.

Legislação de Interesse

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Ver

Artigos e Bibliografia sobre a Dislexia

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Kuppen, S. E. A. & Goswami, U. (2016). Developmental Trajectories for Children With Dyslexia and Low IQ Poor Readers. Leia o artigo aqui | Tradução

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Outros textos:

Dislexia desenvolvimental: défice fonológico específico ou disfunção geral sensório-motora?– link para http://cogprints.org/4522/1/CONB02.pdf

2002 Heróis de dislexia desenvolvimental: percepções a partir de um estudo de caso múltiplo de disléxicos adultos
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