Metas

As principais atividades desenvolvidas foram:

  1. a realização de três Congressos nacionais;
  2. a edição de Publicações;
  3. a orientação científica e participação em outros estudos científicos, incluindo Teses de doutoramento, Dissertações de mestrado e Projetos de Investigação;
  4. a implementação de múltiplas Conferências e Ações de Formação;
  5. a intervenção direta com casos;
  6. a colaboração com órgãos da Comunicação Social.
Avanços

As mais-valias conseguidas foram:

  1. o termo “dislexia” tornou-se mais familiar para o público em geral;
  2. esse maior esclarecimento inclui um misto de respeito e de “olhar positivo” acerca da pessoa disléxica;
  3. nas escolas, há um maior empenho e consideração por estes alunos, no sentido de os envolver e apoiar melhor, refletindo-se na maior procura de formação pelos docentes e gestores educacionais;
  4. algumas associações de pais ficaram alertadas para o problema;
  5. há um sentimento generalizado da importância de uma intervenção diferenciada;
  6. há compreensão de que é necessária uma intervenção precoce, numa atitude preventiva;
  7. existem, desde há vários anos, medidas de política educativa quanto a condições de avaliação em exames nacionais – ficha A e B – e isso tem sido um auxílio precioso para inúmeros estudantes disléxicos continuarem o seu percurso em educação (sem isso muitos teriam “ficado pelo caminho”);
  8. na legislação que vigorou até 31 de Dezembro de 2007, estes alunos eram considerados alunos elegíveis para a Educação Especial, podendo, sempre que houvesse condições, ser apoiados por docentes especializados das escolas que frequentavam.
Obstáculos

Vida associativa

  1. O movimento de sócios é relativamente baixo, embora muitos iniciem com entusiasmo, obtêm os apoios pontuais de seu interesse e passam a anular ou reduzir a sua participação;
  2. A Associação não dispõe de staff disponível para uma adequada política de angariação de sócios e de apoios económicos (todos somos poucos para a dimensão psicopedagógica e formativa da ação da DISLEX);
  3. Torna-se urgente obter apoios económicos para estender a atividade da Associação a um maior número de famílias carenciadas;
  4. A investigação – estudos alargados – tem de ser alargada; não tem sido possível desenvolvê-la, porque os elementos da DISLEX, em regime de voluntariado, têm a par, outras responsabilidades profissionais prementes;
  5. A pressão junto do Governo e o diálogo têm de ser reforçados;
  6. A DISLEX tem de incentivar o intercâmbio com outras associações estrangeiras.

Política educativa nacional

  1. A partir de Janeiro de 2008, a legislação em vigor – Dec. Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro - só permite a elegibilidade dos casos muito graves, com sério comprometimento da aprendizagem, de modo que só esses alunos poderão ser abrangidos pelas medidas de Educação Especial, isto é, ter apoio dado por professores especializados e gozar de adaptação das condições de avaliação.
  2. Agora os alunos disléxicos portugueses (salvo os casos graves) não têm apoio especializado nas escolas. Por vezes, como qualquer outro aluno, têm aulas de reforço para sistematização das aprendizagens em disciplinas de baixos resultados, mas não apoios específicos, dados precocemente.
  3. Entende-se que aos docentes do ensino regular cabe fazer a referenciação, a diferenciação pedagógica e oferecer os apoios a todos os alunos com dificuldades.
  4. Como estes professores não têm formação sobre dislexia, não sabem fazer a avaliação compreensiva e eleger e aplicar estratégias de intervenção reeducativas, nem têm horário de trabalho compatível.
  5. A DISLEX acaba de propor ao Governo um novo modelo de organização das respostas educativas diferenciadas a ser promovidas pelas escolas para alunos disléxicos.