Referencial de Boas Práticas

Luis Paiva

Luis Paiva

quarta-feira, 22 abril 2020 15:43

Dislexia - Um pedido ao Governo

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Ex. mo Sr. Ministro da Educação Excelência

A DISLEX-Associação Portuguesa de Dislexia, desde o início do período de ensino à distância, tem recebido manifestações de grande preocupação, por parte de pais com filhos disléxicos.

. Para apoiar as escolas e as famílias, passámos a colocar no site – www.dislex.co.pt – alguma informação relativa à forma de ser dada continuidade aos apoios específicos, por parte da respetiva Escola (texto anexado).

. Para além disso, há pais com filhos disléxicos ainda no ensino básico, mas com 13 e mais anos, que alertam para o facto de não poderem ficar em casa para o necessário e indispensável acompanhamento do estudo desse filho. Referindo-nos muito genericamente e de forma

abreviada às suas caraterísticas: “em geral a leitura de um disléxico é realizada de uma forma lenta, com hesitações, confusões, inversão de letras, não respeitando a pontuação e sendo a compreensão fortemente prejudicada, perdendo o aluno boa parte da informação dos textos lidos. A escrita é realizada com erros ortográficos, de estrutura sintática, de articulação de ideias e de pontuação. Este espectro de fragilidades ao nível da leitura e escrita conduzem a dificuldades nas aprendizagens em geral, já que o ler e escrever são competências transversais em relação a qualquer disciplina” (DISLEX, 2018).

. Face ao que expomos solicitamos a V.Ex.ª se digne providenciar para que seja concedido que, no caso de alunos disléxicos, seus pais, à semelhança do que está previsto para os pais de menores de 12 anos, possam ser dispensados do trabalho, independentemente da idade dos menores, a fim de darem acompanhamento ao ensino à distância e estudo dos filhos, em casa, sob pena de total insucesso na aprendizagem.

Porto, 17.04.20


Pela DISLEX,

HSF

(DISLEX-Departamento Técnico-científico)

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No Ensino Básico e Secundário

1.    O docente a quem couber a articulação/ dinamização da aplicação das medidas previstas para o aluno, deverá

  • articular com os Pais/ EE
  • articular com os outros docentes do aluno (os quais o adicionarão às plataformas usadas) a fim de este lhe prestar apoio, à distância:
  1. na organização do estudo;
  2. nas tarefas distribuídas, apoiando o aluno na motivação, representação e expressão;
  3. no recordar aos restantes docentes as dificuldades do aluno, sugerindo adaptações adequadas ao caso, colaborando nelas.

2.    O especialista a quem couber o apoio específico (havendo), deverá

(através das várias plataformas disponíveis)

  • continuar a prestar esse apoio dirigido ao desenvolvimento de áreas causais específicas, enviando fichas de trabalho com estratégias próprias, que podem depois ser fotografadas e devolvidas para acompanhamento direto (alunos sem computador e  internet podem usar o telemóvel com as aplicações adequadas; podem ainda ser enviadas, via CTT, materiais e instruções para minimizar perdas nas aprendizagens académicas)

Aos Pais/ EE, caberá

  1. Proporcionar orientação e apoio ao estudo pessoal

Com recurso a súmulas/ resumos, treino de perguntas-tipo para compreensão das tarefas solicitadas;

Com base em mapas conceptuais, esquemas, etc. para melhor articulação dos conteúdos.

segunda-feira, 02 março 2020 11:33

Lançamento do livro "Referencial de Boas Práticas"

O presente Referencial é lançado pelo Pólo da DISLEX nos Açores. Foi elaborado a pensar na inclusão de todos os alunos, com maior enfoque nos portadores de perturbações da aprendizagem específicas (PAE), tem como propósito elencar algumas praxis inclusivas em contexto escolar, bem como apoiar os docentes em contexto sala de aula e as famílias.

Referencial de Boas Práticas

Na conceção deste documento emergem os seguintes objetivos: definir o que são as perturbações da aprendizagem específicas; identificar quais os sinais de alerta nos diferentes ciclos; valorizar o Desenho Universal para a Aprendizagem e as suas potencialidades no ensino, reforçar a importância da multidisciplinaridade na avaliação compreensiva e colocar à disposição de todos os interessados um conjunto de materiais com sugestões inclusivas a par da nova legislação.

Este projeto foi coordenado por Rita Simas Bonança, Tiago Medeiros e Tânia Botelho e contou com a coautoria de diferentes especialistas, em parceria com o CDIJA. A revisão científica coube a Helena Serra e Maria de Fátima Almeida, do departamento técnico-científico da DISLEX.

A sessão de lançamento será no dia 6 de março, pelas 15.30, no Auditório da Associação de Futebol de São Miguel.

quarta-feira, 16 outubro 2019 14:49

Entrevista Dra. Helena Serra

quarta-feira, 16 outubro 2019 14:47

Dra. Helena Serra

quarta-feira, 16 outubro 2019 14:43

Dra. Helena Serra

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